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      Todos necessitam de combustível para sobreviver, mas os seres humanos são os únicos seres vivos que aliam os gostos às simples necessidades nutricionais. Embora todos os animais se alimentem, apenas o Homem cozinha os alimentos. Deste modo, a culinária transforma-se num símbolo da nossa humanidade, algo que nos distingue do resto dos elementos da natureza.
      A alimentação transformou-se rapidamente num dos muitos rituais comuns aos seres humanos, variando de cultura para cultura, mas assumindo, quase sempre, uma actividade de grupo.
      O Homem, enquanto elemento do ecossistema, necessita de comida, e os seus hábitos alimentares variam em função do que o meio que o rodeia lhe pode oferecer. Contudo, também os seres humanos foram determinantes na evolução dos alimentos, seja pela selecção e domesticação de espécies animais e vegetais, seja pelo desenvolvimento de todos os métodos e instrumentos necessários à sua transformação para a dieta humana.

      A invenção da sopa foi um marco importante nos hábitos alimentares. A descoberta do fogo foi o ponto de partida para amaciar os alimentos e posteriormente cozinhá-los. Desde a sua descoberta, a sopa que inicialmente não era mais que caldos de carne ou cereais, contribuiu desde cedo para um bem estar da população. A título de exemplo, foi quando a sopa entrou nos hábitos alimentares que os dentes tiveram uma maior duração.

     Desde a que o homem come sopa, esta passou em inúmeras vezes, por ser o prato principal da refeição, por ser económica e bastante nutritiva. No entanto não eram apenas os mais pobres que a apreciavam, na própria corte real, a sopa era um bem divino e apreciado. 

     Não havendo utensílios de metal ou barro, a sopa era confeccionada através de buracos existentes em pedras que eram aquecidas.